A sociedade dos poetas tortos (2014)

by Days are Nights

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released November 1, 2014

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Days are Nights São Paulo, Brazil

Post Punk, Darkwave, rock triste, Música Popular Brasileira, Ska, Reggae, Samba Canção, ruídos dissonantes, madrugadas zumbizantes, e manhãs sonolentas...

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Track Name: Fumei com Sartre no jardim
Fumei com Sartre no jardim
Ele disse que eu deveria me divertir mais
Ele dizia que eu deveria conhecer gente nova
Disse que eu deveria cair no mundo
Disse pra eu nem fazer a barba
Ele disse pra eu tomar partido
Ele disse pra eu morar sozinho
Ou com amigos...

Fumei com Sartre no jardim
Ele, eu e seu cachimbinho
Mas ele parecia meio chateado
Coisa de existencialista, meio encanado
Aí eu disse: “Te entendo, as vezes também me sinto assim”
Fumei com Sartre no jardim
Mas ele nem me disse nada sobre oque tem lido ultimamente...
Track Name: Garota Libertária
Garota libertária como eu quero te beijar
Adoro sua liberdade, venero a sua paz
Teu jeito inconsciente de deixar tudo legal
Tua forma insistente de lutar contra o que é normal

Ô garota... Você me faz sentir no alto
Ô garota... Você me faz sentir azul
Ô garota... Você me quebra e me conserta
Ô garota... Você me tira da dieta

Garota libertária de colares e brincos de pena
Garota dos mil pensamentos
Não cabem em nenhum dos meus poemas
O céu sempre azul e a montanha só pra nós
Garota libertaria nós somos parte de um só

Ô garota... Você me faz sentir no alto
Ô garota... Você me faz sentir azul
Ô garota... Você me quebra e me conserta
Ô garota... Você me tira da dieta
Track Name: Quem matou Vladimir Herzog?
Eu sou filho do desespero
As forças nos coagiram
E quem pode dizer o contrário?
Quem chora pelos desaparecidos
Somos filhos do desespero
Somos sementes em solo seco
Quem mentiu pra mim?
Quem mentiu para os meus pais?
Somos filhos do desespero...

A justiça suicidou-se,
A jusiça me traiu,
A justiça não existe,
Quem matou a minha esperança?
E tão jovem não existe mais
A esperança suicidou-se

Muitos se foram e jamais serão encontrados,
Eu sou filho do desespero,
Na pátria do desprezo...
Track Name: As ruas
As gotas caem no asfalto
Eu vejo o céu e o chão
Não tenho mais nenhum trocado
Eu tenho medo então...

Do que possa parecer
Do que possa ser pra mim e pra você

As ruas vão neblinando como sempre
Eu vou sentindo frio e batendo os dentes
As ruas vão neblinando como sempre
Você me diz ser tão inocente...

Alguém me diz que é importante
Ter alguém por perto,
Não ser inconstante
Madrugada a fora e eu quero mais
Não que eu seja incapaz
De falar a verdade pra você
Mesmo que eu bote tudo a perder

As ruas vão neblinando como sempre
Eu vou sentindo frio e rangendo os dentes
As ruas vão neblinando como sempre
Você me diz ser tão inocente...

Do que possa parecer
Do que possa ser pra mim e pra você...
Track Name: Metafísica (II)
Sonhei que eu não era eu mesmo
Sonhei que não tinha hora nem tempo
Sonhei que caia do vigésimo andar
E não morria como alguém já dizia
Sonhei que eu não era eu...
Sonhei que me entregava a todo amor...
Sonhei que eu era uma mistura de Jean Paul, Kerouac e Agenor
Sonhei que vendiam tudo que viam
Sonhei que compravam oque não tem preço
Sonhei com Korine, com Kafka, com Luther King
Sonhei, mas todo sonho chega ao fim
Desconstruir, desvencilhar, despir, desvincular
Desarmar, desprender, libertar, esvaziar, descaracterizar
Eis o homem desnudo de essência
Track Name: Preciso perecer pra me sentir humano
Não quero te influenciar
Não quero te emocionar
Eu não quero de persuadir
Não quero que você faça igual
Não quero te impor uma moral
Não quero te induzir a nada
Não quero te causar apego
Não quero provocar desejo
Não quero que haja estranheza
Não quero resumir os fatos
Não quero que você me julgue
Não quero que você me culpe
Não quero demonstrar desprezo
Não quero te levar ao desespero



Eu quero saltar do 8º andar
E quero te levar comigo
Ou espero encontrar contigo
Eu quero saltar do trem em movimento
Quero ver as montanhas e os vales
Quero me afogar no mar
Eu quero acabar
Por isso não me inclua nos seus planos
Preciso perecer pra me sentir humano
Track Name: A sociedade dos poetas tortos
... nada satisfaz...